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Saúde | SETEMBRO AMARELO: PREVENÇÃO DO SUICÍDIO
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Saúde | SETEMBRO AMARELO: PREVENÇÃO DO SUICÍDIO
Wednesday, 16 September 2020 00:00


Setembro amarelo é o mês de prevenção do suicídio. A meu ver, mais do que nunca é o momento para valorizar a vida. A vida é uma eterna gangorra, entre os momentos de alegria, prazeres, ganhos, sucessos, mesclados com infelicidade, dores, perdas, frustações.

Frequentemente, quando alguém pensa em suicídio, ela quer eliminar a dor e não a vida, não quer mais sofrer o que está vivendo, não quer mais viver a sua dor. Trata-se de um processo multifatorial, não há uma causa única, mas sem dúvida existe um sofrimento interno intenso, intolerável, sobre a qual é pode ter havido tentativas de comunicação, de expressão dessa dor psíquica.

O suicídio é um ato de desespero, não é historinha, um ato filosófico, um ato de protesto ou uma demonstração sociológica. Não se trata de um assunto secundário, para ficar escondido, intocável, repleto de preconceitos, como um tabu. No mundo, a cada 40 segundos uma pessoa comente suicídio. Nos Estados Unidos a cada 11 minutos e no Brasil a cada 40 minutos. Para cada pessoa que é levada a um pronto socorro por tentativa de suicídio, outras 17 estão pensando em cometê-lo de forma desapercebida aos olhos não treinados. Suicídio é a décima causa de morte no mundo, portanto deve ser analisado e discutido de forma clara, honesta e com muito respeito, e nos ambientes apropriados.

Para que as medidas de proteção contra o suicídio sejam tomadas, o risco de sua ocorrência deve ser reconhecido. Essa tarefa cabe a todos nós. Estudos sérios mostram que 90% dos suicídios são evitáveis. Geralmente esse assunto vem à tona apenas quando alguma celebridade comete suicídio, com o sequente foco efêmero da mídia e de forma sensacionalista; ou quando somos tocados pelo drama de alguma família amiga. E logo em seguida, esquecemos (ou ocultamos) o assunto. Mas convido os leitores a estarem atentos: pessoas em sofrimento e risco estão à nossa volta, ao nosso alcance. Podemos ajudar a salvá-las, mas para isso precisamos estar minimamente preparados.

Para que haja prevenção, é preciso que a sociedade conheça o problema e as ferramentas para enfrentá-lo. A cartilha da Sociedade Brasileira de Psiquiatria aponta os “3 D” do comportamento suicida: desamparo, desespero e desesperança. No entanto, também são características importante de um comportamento suicida: a ambivalência (por exemplo não quer morrer, mas aniquilar o sofrimento); impulsividade (o sujeito atua ao invés de colocar em palavras); pensamento rígido e inflexível (não consegue ver alternativa, não consegue ver seu problema sobre outro prisma, se vê num beco sem saída emocional, com intolerância de aceitar as situações tais como elas acontecem). Em algumas situações há um sentimento de culpa ou impotência perante a algo que a pessoa sente como muito problemático, errado ou monstruoso na sua personalidade ou na sua vida. O suicídio seria a busca de apagar, acabar com o que ela carrega dentro de si.



FATORES DE RISCO


São fatores de risco: transtornos mentais (de humor, principalmente bipolaridade, de personalidade e a esquizofrenia), abuso de substâncias como álcool e drogas (que distorcem o mecanismo de pensamento da pessoa, e tira pessoa de sua consciência), doenças terminais, desemprego, declínio social, término traumático de relacionamentos importantes, estresse continuado e grandes crises (sejam individuais e/ou coletivas, existenciais, de identidade, traumáticas ou financeiras)


SINAIS DE ALERTA


Os sinais de alerta vão surgindo e se manifestando geralmente fora do contexto do momento, da conversa, do padrão habitual daquela pessoa. Nota-se que o brilho nos olhos diminui, os prazeres que antes eram parte da vida daquela pessoa vão sendo deixados de lado e que o desejo de lutar, reformular e construir não se manifestam. Além disso, aparecem a desesperança e a falta de sentido de vida, o indivíduo sente-se isolado dentro da sua própria dor, e de forma constante.

Há perda de interesse e a pessoa vai se desconectando do mundo. Vai se fechando cada vez mais no seu espaço restrito, seja no seu quarto ou na sua mente, e não trocando mais com as outras pessoas, nem buscando, nem oferecendo nada. Ocorrem distúrbios do sono, descaso com a aparência e piora da autoestima.

Também aparecem alteração do humor, mudanças abruptas de comportamento, às vezes com picos de euforia sem muita relação com o cenário e às vezes com apatia. Momentos com manifestação de sentimentos de ódio ou raiva descontrolados que antes não aconteciam, que não eram característicos da pessoa. Algumas vezes são demonstrados sentimentos de vergonha, culpa e raiva de si mesmo por situações ou atitudes que ela acha inadequado.

Envolve-se em situações de perigo contra a própria integridade física, às vezes em casa, às vezes na rua, como se estivesse desconectada do senso de proteção. Comete automutilação e apresenta sensação de medo constante, com perda de controle do comportamento, das emoções, da vida como um todo.



Outros finais são a preparação financeira, de contas, documentos, de forma diferente do que sempre fez, ou que nunca fez; e começa a se desfazer de objetos até então valiosos e a realizar telefonemas do tipo despedida.

Frequentemente quando a decisão é tomada internamente, a pessoa tem um alívio súbito, uma sensação aparente de bem-estar, pois o conflito interno de continuar a viver ou renunciar a vida já foi resolvido.

A velocidade e o ritmo em que esses fatos vão acontecendo é individual, podendo ocorrer por um período longo, mas também de forma rápida. Portanto, atenção!

Sobre esse tema, há várias visões e ideias muito equivocadas, que só atrapalham e dificultam. Veja algumas delas:

1) Quem ameaça não faz - Não é verdade, pois quem avisa mostra sinais (mesmo de forma sutil) e já está pedindo ajuda e a um nível já crítico de sofrimento interno.

2) Suicidas não procuram ajuda - Estudos mostram que em torno de 75% das pessoas que cometem suicídio buscaram antes algum tipo de ajuda.

3) Pessoas mentalmente saudáveis não se suicidam - Não é verdade, pois algumas vezes o que se vê é apenas a superfície da pessoa. Um olhar mais atento pode mostrar que aquela pessoa não é mais a mesma.

4) Quem sobrevive não tenta novamente - Não é verdade, pois estudos mostram que depois de uma tentativa, aumenta em 100% a chance de ela tentar novamente.

5) Não se deve falar sobre suicídio com quem fala sobre ou tentou porque você poderia provocar - Não é verdade, porque no fundo a pessoa está pedindo ajuda e não conversar sobre só aumenta o desamparo e a solidão interna.

6) Não há como impedir - Não é verdade, pois onde há vida, há esperança, há por que lutar, ajudar. Tem como aprender a escolher como viver bem.

7) Só ricos se suicidam - Não é verdade. Sofrimento, perdas, sensação de falta de expectativa existem em qualquer classe social.

8) Suicida é um fraco - Não é correto. São pessoas num sofrimento intenso e que sozinhas não conseguem vislumbrar saídas, formas de viver diferente.

9) Melhora de humor não significa desistir do suicídio.


O QUE FAZER AO IDENTIFICAR PESSOAS EM RISCO


1) OUÇA A PESSOA - Ao perceber/identificar uma pessoa em sofrimento, sobretudo em risco de suicídio, tenha muito respeito e procure entender seus sentimentos. Busque ver o mundo como ela está vendo, foque nesses sentimentos e não em dar “conselhos animadores”. Não a interrompa frequentemente, deixei fluir os seus pensamentos, seus sentimentos e evite indignação, julgamentos, “sermões”. Demostre solidariedade e não seja superficial e dramático; seja sereno, sério e comprometido.


2) CONVERSAR SOBRE O SOFRIMENTO - Se perceber grande sofrimento, procure conversar e trazer pessoas próximas, se for possível. Escolha um lugar adequado, reserve um tempo e estabeleça um diálogo de confiança. Isso também vai ajudar a fortalecer os vínculos da pessoa e isso protege contra suicídio.


3) CONVERSE SOBRE SUICÍDIO - Quando uma pessoa diz que “a vida não vale à pena”, especialmente acompanhada por sofrimento interior ou afirmações semelhantes, não subestime o risco. Havendo abertura, questione sobre intenções suicidas. Pode-se chegar ao tema gradativamente e com calma. Não existe momento certo para perguntar sobre isso, mas deve ser num em que a pessoa está mais à vontade, falando de seus sentimentos. Perguntar sobre suicídio previne suicídio. Há uma falsa crença que conversar sobre suicídio pode induzir essa ideia na pessoa em sofrimento.


4) RAZÕES PARA VIVER - Sempre há razões que alimentam a esperança e redobram o ânimo do doente. Um paciente em depressão, por exemplo, tem a visão distorcida para interpretar de forma negativa os fatos de sua vida. Crie condições para a pessoa citar as razões atuais ou que já existiram, do prazer, das razões para viver. Ajude a relembrar os seus sonhos, não fazendo você a lista, mas a ajude fazer a dela. Ajude-a a identificar, a relembrar os sabores da vida. A família e amigos são importantíssimos, sempre bem lembrados nessa hora.


5) PROTEJA A PESSOA - Se a pessoa está enfastiada de viver, acha a vida sem sentido e apenas isso, ela pode ter um risco baixo. Esteja atento! Se o paciente considera que morrer seria um alívio, o risco pode ser maior. Contudo, se o paciente tem planos claros de suicídio, preparou os meios para realizar, parece estar se despedindo, estamos diante de uma emergência. Nunca o deixe sozinho. Afaste armas, veneno, facas ou cordas. Estimule a pessoa a buscar ajuda imediatamente. Caso ela se recuse, avise a família e os profissionais de saúde mental. Resista à tentação de fazer “acordo” com o paciente e deixá-lo sozinho para que depois ele busque ajuda. Depois pode ser tarde.


Os vínculos são fatores protetores ao suicídio: boa estrutura familiar, emprego, realizações, metas e objetivos de vida, valorização da pessoa pelo seu interior, boa rede de apoio e de amizade. Melhor remédio para o sofrimento é o acolhimento, o respeito, o não julgamento.



Dr. Carlos Hanzani
Médico Homeopata e Psicanalista na Art Of Healing Atlanta-Clinic
www.artofhealinginc.com
Phone: (404) 355-1662

Last Updated on Wednesday, 16 September 2020 19:04
 

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