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Teen Talk | WHAT IS GOING ON?
Wednesday, 17 June 2020 00:00


O ano de 2020 parecia ser um ano que prometia, cheio de esperança para muitos, mas logo no início nos deparamos com uma pandemia, crise econômica e desemprego. Com a quarentena e as medidas de distanciamento social adotadas pelas autoridades locais nos últimos três meses, causou-se um impacto tremendo nos adolescentes. Com o crescente número do desemprego, encontrar renda estável ficou difícil, e aqueles adolescentes que não são considerados trabalhadores essenciais estão fazendo todo o possível para ajudar suas famílias.

E mais recentemente, com a morte de George Floyd, a voz do Movimento Black Lives Matter amplificou-se. Com protestos em todos os 50 estados e em 13 países, esse movimento pelos direitos civis se tornou um dos maiores da história recente, visando criar união e entendimento sobre negros (african americans) e sua luta contra a discriminação racial em todo o mundo. Devido a esse grande movimento, as pessoas viram que a discriminação contra os negros não é apenas nos Estados Unidos, mas uma questão global que eles enfrentam em quase todos os países.

Como adolescente latina, que sempre foi inspirada e influenciada por meus colegas african-americans, eu já vi as lutas que não apenas os americanos negros enfrentam, mas também as que a comunidade negra latina experimenta. Esse movimento não é uma luta pela superioridade dos negros ou para discriminar outras raças; é simplesmente por almejarem ser tratados como igual, independentemente de onde uma pessoa é e a cor de sua pele.

Embora eu saiba que algumas pessoas tenham opiniões opostas, muitos de meus colegas latino-americanos também enfrentaram injustiças e discriminação e entendem o movimento. Nossas experiências e conhecimentos devem ser usados para educar as pessoas ao nosso redor que talvez não entendam a discriminação que ocorre e possam zombar ou invalidar o movimento antes mesmo de tentar entender o que é o Black Lives Matter.

Alguns dizem que esses protestos começaram do nada, mas, embora possa parecer assim, eu diria que alguns foram inevitáveis e tardios. A morte de George Floyd foi apenas um acréscimo à frustração da comunidade negra, pois o Movimento Black Lives Matter foi originalmente criado em 2013 após a morte do adolescente Trayvon Martin.

Com a pandemia e o desemprego, bem como a constante discriminação contra a comunidade negra, esses protestos eram só uma questão de tempo. À primeira vista, o movimento pode parecer que a vida de outras pessoas não importa, mas está longe disso. Uma ilustração justa é “quando você corta o dedo e pede um band-aid à professora, ela o leva a você. Mesmo que todos na classe também estejam pedindo um curativo, o professor levaria o curativo para a pessoa que realmente está machucado. Ele não está “desfazendo-se” de todos na sala, e sim levando ajuda àquele que mais precisa. Este movimento não é para silenciar as vozes dos outros, mas para ampliar as vozes daqueles que estão em grande necessidade no momento.

Então, como você pode ajudar? Por causa da pandemia, muitos de nós não podemos participar dos protestos pacíficos. Mas essa não é a única maneira de contribuir. Centenas de petições foram feitas em favor da justiça daqueles que perderam suas vidas, por motivos injustificados por causa do racismo. Assinar uma petição pode percorrer um longo caminho, assim como doar para fundos de campanhas contra o racismo.

Nossa maior arma é o conhecimento. Portanto, eduque as pessoas a sua volta e a si mesmo. Livros escritos por autores negros, shows e filmes mostrando lutas negras são de fácil acesso. O mais importante de tudo é não invalidar seus colegas negros nessas questões. Ouça-os, entenda que eles têm enfrentado essas discriminações a vida toda, assim como você enfrentou sua própria discriminação. Cuide-se! Fique seguro e saudável. Até a próxima!



Por Thaynara Pope









WHAT IS GOING ON?


2020 seemed to be a promising year, full of hope for many, but as the year started, we were met with a pandemic, economic crisis and unemployment. With the quarantine and social distancing measures adopted by local authorities in the past three months, it has had a tremendous impact on teenagers. With the rising number of unemployment, finding a stable income has become difficult, and those teenagers who are not considered essential workers are doing everything possible to help their families.

Recently, with the death of George Floyd, the voice of the Black Lives Matter Movement has been amplified. With protests in all 50 states and in 13 countries, this civil rights movement has become one of the largest in recent history, aiming to create unity and understanding about blacks (African Americans) and their fight against racial discrimination worldwide. Because of this huge movement, people have seen that discrimination against blacks is not just in the United States, but a global issue that black people face in almost every country.

As a Latin teenager, who has always been inspired and influenced by my African-American peers, I have seen the struggles that not only black Americans face, but also those that the black Latin community experiences. This movement is not a struggle for the superiority of blacks or to discriminate against other races; it is simply because they want to be treated as equal, regardless of where a person is from and the color of their skin.

Although I know that some people have opposite opinions, many of my fellow Latin American have also faced injustice and discrimination and understand the movement. Our experiences and knowledge must be used to educate people around us who may not understand the discrimination that occurs and can mock or invalidate the movement before even trying to understand what Black Lives Matter is.

Some say that these protests started out of the blue, but while it may seem that way, I would say that some were somewhat inevitable. George Floyd’s death was only an addition to the frustration of the black community, as the Black Lives Matter Movement was originally created in 2013 after the death of teenager Trayvon Martin.

With the pandemic and unemployment, as well as constant discrimination against the black community, these protests were only a matter of time. At first glance, the movement may seem like other people’s lives don’t matter, but it is far from it. A fair illustration is “when you cut your finger and ask the teacher for a band-aid, she takes it to you. Even if everyone in the class is also asking for a band-aid, the teacher would give it to the person who is really hurt. He is not disregarding everyone in the room, but taking help to the one who needs it most. This movement is not to silence the voices of others, but to amplify the voices of those who are in great need at the moment.

So, how can you help? Because of the pandemic, many of us are unable to participate in peaceful protests. But that is not the only way to contribute. Hundreds of petitions were made in favor of the justice of those who lost their lives, for reasons unjustified because of racism. Signing a petition can go a long way, as can donating to campaign funds against racism.

Our greatest weapon is knowledge. So educate the people around you and yourself. Books written by black authors, shows and films showing black struggles are easily accessible. Most important of all, it is not to invalidate your black peers on these issues. Listen to them, understand that they have faced these discriminations all their lives, just as you have faced your own discrimination. Take care! Stay safe and healthy!



By Thaynara Pope

Last Updated on Wednesday, 17 June 2020 18:34
 
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