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Saúde | TRATAMENTOS PARA ENXAQUECA
Wednesday, 14 October 2020 00:00


A enxaqueca é uma doença de características muito individuais, tanto quanto aos fatores desencadeadores, bem como os sintomas, que se manifestam de forma diversa. O autoconhecimento é o fator primordial para o sucesso do tratamento. Quanto melhor o paciente se conhecer e permitir o médico ter ciência dessas individualidades, melhor serão as condições para se escolher o tratamento correto e ideal para a solução.

Criar um diário da dor ajuda bastante. Sempre que você tiver uma crise de enxaqueca, anote informações importantes, como intensidade da dor (fraca, média, forte ou muito forte), localização, principais características, remédios que tomou, fase do ciclo menstrual e se consumiu algum alimento que possa ter servido de gatilho para a crise. Lembrar também do estado emocional, dos relacionamentos e da vida profissional para relatar.

O autoconhecimento fará com que a prevenção, que é ação mais resolutiva, seja mais eficiente e específica, como também o equilíbrio que pode ser alcançado com algumas formas de tratamento. É indispensável fazer o diagnóstico correto e o paciente entender por que a dor existe no organismo. A dor é sintoma e reflexo de uma doença, e um sinal de alerta do sistema de defesa interno, com a função específica de mostrar o desequilíbrio interior.

Embora a abordagem de tratamento da medicina alopática seja atualmente a mais difundida e praticada, há várias outras formas desse problema ser enfrentado, como veremos mais para o final desse artigo, mas todos concordam quanto aos cuidados preventivos. Sendo assim, dentre as recomendações para prevenção e tratamento da enxaqueca, a mudança comportamental é fator determinante, como uma prática a ser realizada regularmente. Lembre-se de que você não estará apenas evitando as dores, mas a sua qualidade de vida terá uma enorme evolução.

É necessário reforçar que apesar dos remédios serem grandes aliados para o combate das dores de cabeça, não se acomode com as drogas, não seja um receptor passivo de tratamentos – ainda que naturais e não tão agressivos. Invista seu esforço e empenho pessoal no sentido de mudar hábitos e estilo de vida, tais como:

  • Priorizar o sono, com qualidade e obedecer a uma rotina de tempo, com hora para início e término. É preciso criar uma rotina regular de sono de 6 a 8 horas por dia e não abusar das horas vagas do final de semana para colocar o sono em dia ou dormir mais do que o necessário. Para algumas poucas pessoas com enxaqueca, dormir menos de 6 horas é o suficiente, mas isso depende da condição física, mental e psicológica de cada indivíduo.
  • Praticar exercício físico faz bem à saúde e, para os portadores de enxaqueca, é essencial. Dê preferência a exercícios aeróbicos e de forma regular. Opte por caminhadas, aulas de dança, natação, alongamento, pilates ou yoga. Há estudos que evidenciam que caminhadas ao ar livre e atividade em bicicleta ergométrica, quando realizados de forma regular (mínimo de 40 minutos ao menos 3 vezes por semana) podem reduzir a frequência e a intensidade das dores de forma significativa. A endorfina é um analgésico natural e o organismo produz esta substância durante os exercícios. O que significa que o corpo humano tem uma solução natural para combater a dor. Se a dor de cabeça já estiver instalada, é importante repousar, pois o esforço físico pode intensificá-la. E se a dor tiver início sempre ao começar um exercício é um importante motivo para buscar uma avaliação neurológica.
  • Ficar muitas horas sem comer é um grande erro para quem sofre com a enxaqueca. Por isso, é importante estabelecer uma rotina alimentar de 3 em 3 horas. Alguns alimentos podem ser grandes vilões. Contudo, isso dependerá muito de uma pessoa para a outra e por isso, um dos motivos da importância do autoconhecimento. Mas calma, nem todos os alimentos estão contra você. Alguns são aliados, como gengibre, pimenta, alimentos com magnésio, vitamina B (que pode ser encontrada na carne de fígado, queijo, leite, ovos, espinafre, frango, peru, frutos do mar, salmão, banana, amêndoas e iogurte). Você também deve consumir bastante água, em média 2 a 3 litros diariamente.
  • Praticar atividades de lazer que proporcionem relaxamento e prazer, como dança, música, pintura, artesanato, meditação etc. Procurar praticar algum hobby, algo relaxante, que ocupe e distraia a mente das tensões.
  • Com a chegada das baixas temperaturas, é hora de falarmos sobre o impacto delas nos “enxaquecosos”, porque assim como o calor, luz solar, a luminosidade são gatilho de dor para algumas pessoas, o frio também pode ser. Para evitar que te pegue desprevenido e te ajudar a controlar a temperatura do seu corpo, é importante estar sempre com o agasalho a postos. Além do corpo, lembre-se de proteger a região do colo e da cabeça. Não esquecer da luminosidade e da proteção ocular e da bebida quente.
  • Mantenha um peso saudável. Extremos na balança são fatores de risco para cronificação da dor de cabeça.
  • A vida contemporânea e os vários avanços tecnológicos auxiliam em vários aspectos do cotidiano. Porém, a hiper conexão, o estresse, a rotina cada vez mais apressada, dentre outros hábitos cotidianos, que nem sempre são saudáveis, podem contribuir para o surgimento da enxaqueca. Se a pessoa exige muito de si própria, antecipa situações, antevê catástrofes, é uma forte candidata as somatizações. Desta forma, invista no seu autoconhecimento, pois ao se conhecer melhor, você saberá administrar melhor a sua vida, e com isso lidar melhor com as emoções e sentimentos que surgem no decorrer da vida e que vão se acumulando e um dia, disparam o gatilho da enxaqueca. Ou seja, a psicoterapia é um de valor fundamental no processo de cura.

No mundo todo, a frequência das crises é levada em consideração para indicar o tratamento medicamentoso. Quando um paciente toma analgésico duas ou mais vezes por semana para controlar as dores de cabeça, já está na hora de iniciar um tratamento preventivo. Quatro crises por mês é o limite máximo para introduzir as medidas preventivas com medicamento. Embora esse número de corte seja importante, crises infrequentes, mas muito incapacitantes, merecem tratamento para evitar que a dor apareça.

Quem sofre de dor de cabeça constante, geralmente possui um arsenal de medicamentos na bolsa. Entretanto, como a maioria não procura tratamento adequado, há um grande risco de o uso constante de remédios agravar ainda mais o problema. O analgésico bloqueia todos os mecanismos de defesa natural contra a dor, e seu uso prolongado e indiscriminado faz com que o organismo dependa do medicamento para combatê-la. Não se automedique.

Enxaqueca é igual incêndio. Você tem que tratar logo, senão ela piora muito. É comum o paciente começar a sentir dor, mas seja por falta de informação ou receio, acabar postergando o uso do remédio. Por isso, quanto mais você demorar para se medicar, maior o risco de a crise durar vários dias.

Na visão da medicina alopática o tratamento é basicamente dividido em agudo ou preventivo, ou seja, para cortar a crise de dor já instalada ou para prevenir que elas aconteçam. Podemos dizer que o tratamento da crise aguda é aquele que procura apagar o incêndio já instalado, agindo sobre as vias de dor que estão ativadas. Já os medicamentos preventivos (profiláticos) visam proteger o cérebro desta sensibilização.

Os medicamentos da fase aguda são os analgésicos comuns, que são mais populares porque não precisam de prescrição médica, apresentam baixo custo e pouco efeito colateral. No entanto, surtem resultado somente quando a intensidade da dor é de leve a moderada, não sendo eficaz para dores mais fortes e nem recorrentes. Já os anti-inflamatórios, auxilia na diminuição da sensibilidade do cérebro, interrompendo o processo de dor, mas já começando surgir os efeitos colaterais. Em sequência temos a ergotamina, que é bastante eficaz por sua ação no centro da dor, mas, infelizmente, também agem em muitas outras regiões do cérebro, trazendo sonolência e distúrbios conectivos. Já os triptanos têm menos efeitos colaterais que as ergotaminas, e são indicados para dores mais intensas típicas da enxaqueca crônica; eles agem no receptor de serotonina (hormônio que ajuda o cérebro a se tornar mais resistente a dor), mas tendem a perder o seu efeito se usados de forma excessiva.

Os medicamentos alopáticos preventivos são: os antidepressivos, que ajudam a controlar a produção de neurotransmissores do cérebro como a serotonina, noradrenalina ou dopamina; os neuromoduladores (popularmente conhecidos como anticonvulsivantes); e os betabloqueadores. Nesse grupo de medicamentos os efeitos colaterais, a interferência em outras áreas com o metabolismo, a libido sexual e a obesidade, são mais significativos, bem como a dependência química. Há os anticorpos monoclonais que deve atuar sobre um alvo específico, a molécula chamada CGRP, uma das moléculas produzidas pelo nosso organismo, responsável por desencadear as enxaquecas e pode ser usado para o tratamento da doença, mas ainda há muito a se evoluir nos estudos de longo prazo. Num grupo de pacientes os ataques se tornam menos frequentes, enquanto em outros os efeitos indesejáveis da medicação superam os benefícios.

A acupuntura é uma opção muito válida e importante no tratamento e é baseada nas técnicas da medicina tradicional chinesa. O resultado pode ser positivo por estimular e tirar a tensão de diferentes pontos e que contribuem para aumentar o relaxamento.

Dentre os tratamentos integrados, a fisioterapia é uma aliada importante no controle da dor crônica e de maior intensidade, especialmente a cefaleia tensional, pois muitas vezes as crises são acompanhadas de aumento da tensão muscular no pescoço e na face, sendo tanto fator desencadeador como consequência. Os músculos do pescoço e da face podem desencadear uma crise, pois eles podem enviar informações dolorosas que chegam diretamente em uma área comum chamada núcleo trigêmeo-cervical e assim sensibilizar a área, ajudando a estimular uma nova crise ou contribuindo para piora das crises. No tratamento de forma geral são trabalhados exercícios de respiração e relaxamento associados a exercícios de alongamento, de coordenação e equilíbrio, fortalecimento dos músculos cervicais e algumas estratégias de automassagem que podem ajudar no alívio das dores.

Em geral, o tratamento homeopático é o mais completo, direcionado e diferenciado de todos eles; leva em consideração a individualidade da pessoa, tanto no seu perfil de personalidade, comportamento e estilo de vida, como nos fatores desencadeadores, seja alimentares, como também os relacionados ao meio ambiente, como temperatura, cheiros, estímulos luminosos e sonoros e o momento de vida atual da pessoa. Pode ser usado em qualquer fase da vida da pessoa e os seus efeitos colaterais são mínimos. O objetivo principal do tratamento homeopático é a cura, fazendo que a desarmonia nata da pessoa, encontre um outro ponto de equilíbrio e com repercussão da vida como um todo da pessoa. A qualidade de vida torna-se outra.



Dr. Carlos Hanzani
Médico Homeopata e Psicanalista na Art Of Healing Atlanta-Clinic
www.artofhealinginc.com
Phone: (404) 355-1662

Last Updated on Wednesday, 14 October 2020 21:15
 
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