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Saúde | COMO FUNCIONAM AS CONSULTAS ON-LINE
Tuesday, 17 November 2020 00:00


Home office, reuniões de trabalho, de negócios, aulas on-line, lives e mais lives, compras on-line, encontro de amigos e de família on-line, aniversários e até casamentos on-line, consultas on-line... Tudo mudou? Vida on-line veio para ficar?

Atendo muitos pacientes em consultas on-line há muitos anos e não apenas neste ano de 2020. Afinal, a minha visão holística do paciente, a minha forma de atender considerando a individualidade e a pessoa como um todo, felizmente me fizeram construir uma clientela em que a fidelidade da parceria entre médico e paciente é o eixo principal. Desta forma, a distância não é um empecilho, na maioria das vezes, especialmente com a atual tecnologia de comunicação, mesmo com paciente mudando de cidade, estado ou até de país. Para a realização desse tipo de consulta, os atendimentos têm que ser muito bem avaliados individualmente, e com critérios muito claros, transparentes e honestos entre o médico e o paciente.

Felizmente tenho a oportunidade de atender pessoas das mais diversas faixas de idade, desde criança até idosos, bem como das mais diversas profissões, desde estudantes a diretores e proprietários de empresa. Também das mais diversas classes e extratos econômicos. Além de tudo, sou um eterno curioso e aprendiz da psique humana, de seu comportamento, seus hábitos e costumes. Assim, tenho visto e estudado bem de perto esta fase de grande digitalização da sociedade. E um fato já chama muito a atenção: a maioria das pessoas está sentindo uma imensa falta do olho no olho, da proximidade, da presença real, enfim... do calor e do sentimento humano.

Sim, a internet, o mundo virtual, as ações on-line trouxeram no decorrer dos anos inúmeros benefícios e facilidades, tornaram o conhecimento mais acessível e democrático, viabilizaram e/ou tornaram mais fáceis e mais rápidos inúmeros procedimentos, mas é frio, é distante, é uma relação de equipamentos, de coisas, em que a energia e o sentimento humanos são muito mais difíceis de serem percebidos, e assim a inspiração, a criação, o estímulo, a união de forças se dissipa. Não está tão presente a energia propulsora e criadora da relação humana, do calor e da força dos sentimentos. Tudo isso é fator fundamental na felicidade, no desabrochar da capacidade de cada pessoa, no prazer pela realização, na produtividade.

Mesmo naquelas áreas nas quais o trabalho se dá de forma solitária, em pequenas salas ou baias, e que continua sendo assim no home office, tenho ouvido frequentemente a queixa das pessoas de que não é a mesma coisa, pois faz falta aqueles momentos que se sai do espaço do trabalho e se encontra com os colegas de firma. Esses momentos servem para trocas de informações, de opiniões, com break para o cérebro, para o corpo, mesmo que a conversa seja de assuntos extra trabalho. No ambiente domiciliar, mesmo que a relação familiar seja harmoniosa, a conversa, a energia, as trocas são outras e não estão trazendo o mesmo ganho. Muitos funcionários já perceberam uma queda no seu rendimento e um desgaste muito maior do corpo e mente.

A linha de separação entre a vida profissional e a vida privada e vice-versa, fica muito mais complicada de ser estabelecida e com isso há uma invasão e uma mistura dos espaços. O ritual para se preparar para trabalhar no escritório, loja, fábrica e para depois voltar para casa tem uma grande importância, que geralmente não é percebida, na postura para a atuação no emprego e na vida privada. Os funcionários estão trabalhando muito mais tempo em home office, a sua vida particular está sendo comprometida. Por enquanto, o ganho no custo operacional está chamando a atenção e predominando, na análise das empresas. Mas, a meu ver, logo a queda na produtividade e na qualidade da atuação profissional e na vida particular se faram notar.

Dos adolescentes e crianças, a tal geração digital, que vivia grudada nas telas, que já nasceu com o mundo virtual fazendo parte natural da sua vida, tanto que para eles, o mundo sempre foi assim, tenho ouvido e visto frequentemente colocações antes surpreendentes: “Não vejo a hora de ver de verdade meus amigos”, “Quero abraçar meu amigo, minha amiga, estar do lado deles, conversar, brincar juntos”, “Até dos meus professores estou com saudade, não é a mesma coisa na tela”, “Não dá para aprender assim”, “Nossa... é muita tarefa, muito trabalho!”, “É chato ficar tanto tempo vendo as coisas nas telas” etc. Estão começando a entender que joguinhos, videogame, YouTube é uma coisa, vida real é muito diferente e muito mais valiosa e consistente.

Os que ainda se mantém contentes ficando apenas atrás das telas, aparentemente são aqueles em que o relacionamento com o outro sempre foi difícil, e que trabalhar as suas dificuldades, seus bloqueios, seus medos já eram seus grandes problemas. Mantendo-se agora mais isolados, aparentemente estão livres dessas dificuldades, mas estão cada vez mais travados e vivendo ainda mais próximos dos seus tormentos e dores internas. O nível de relacionamento social real é algo próprio de cada indivíduo, mas o isolamento social de forma contínua raramente traz felicidade e saúde física e mental.

Há trabalhos muito sérios e muito bem estruturados da Escola de Medicina Antroposófica Alemã mostrando que a tecnologia digital não é saudável para o desenvolvimento neurológico de crianças e adolescentes. Durante os seus anos de desenvolvimento, eles precisam conviver muitos anos, décadas, com o mundo real antes de se habituarem ao mundo virtual, porque a capacidade de pensar, de refletir de forma independente acontece no lobo frontal do cérebro e essa região do encéfalo necessita de 15 a 16 anos para uma desenvolvimento completo. Ou seja, pode se ter pessoas que sejam ótimas repetidoras do que lhe mostram e dizem, mas não têm poder de pensar de forma independente e autônoma. Assim, a sua capacidade de discernimento, de refletir, de construir um pensamento próprio é restrita. O saudável seria o mundo virtual ocupar uma porção de tempo bem pequena na vida das crianças e adolescente.

E as consultas médicas on-line, como ficam, que papel ocuparão? Para uma consulta médica ter sucesso, atingir a cura ou aliviar a dor, há necessidade de alguns pontos fundamentais. A relação médico/paciente tem como um dos seus pilares fundamentais a confiança mútua e ela precisa ser construída. Na construção desse pilar encontraremos simpatia, empatia, sentimentos dos mais diversos, mais profundos e respeito, muito respeito. Para isso tudo ser alcançado há a necessidade do contato, da presença, do olho no olho. Ou seja, a meu ver, a consulta on-line terá um espaço, mas para aquele profissional e aquele paciente que já construíram uma sólida relação previamente. Também será possível se o médico atingir uma condição muito especial, se ele se preparar bastante.

Há uma frase antológica do célebre Dr. Adib Jatene que define muito bem essa atuação: “A função do médico é curar. Quando ele não pode curar, precisa aliviar. E quando não pode curar e nem aliviar, precisa confortar. O médico precisa ser especialista em gente”. Um tratamento e uma atuação on-line só terão sucesso para aquele profissional que se trabalhou e desenvolveu uma personalidade madura. Viktor Emil Frankl (1905 - 1997), um neuropsiquiatra austríaco, é reconhecido como um dos maiores psiquiatras da história e criador de um método terapêutico baseado na busca pelo sentido da vida. Ele dizia que “o que trata não é a técnica, é a personalidade do terapeuta”. Quando um ser é maduro na sua personalidade, ele trata o paciente, ele educa o filho, ele dá conta de criar e manter um relacionamento, seja afetivo, de amizade, social ou profissional. Ou seja, uma pessoa com personalidade é a que exerce aquele papel desde o seu núcleo, do centro da sua pessoa, e assim ele transforma.



Dr. Carlos Hanzani
Médico Homeopata e Psicanalista na Art Of Healing Atlanta-Clinic
www.artofhealinginc.com
Phone: (404) 355-1662

Last Updated on Tuesday, 17 November 2020 20:43
 
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