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Reflexão | O NATAL DA SOLIDÃO
Tuesday, 15 December 2020 00:00

Uma das maiores perguntas que sempre está viva em nossos corações é: “Por que o rei dos reis e senhor dos senhores experimentou o isolamento, a pobreza, a separação no seu nascimento?” O dono de todas as coisas, da vida, Senhor do universo, Criador dos céus e da terra, nasceu numa estrebaria, em Belém, ladeado somente de seus pais, alguns animais e depois de alguns Reis Magos. Não foi anunciado, como vemos hoje os filhos de artistas, de pessoas ricas e famosas; o menino que nos foi dado nasceu simples e sem pompa.

Naquele lugar isolado, Jesus verdadeiramente se fez homem, assumiu a condição humana para nos levar à salvação. A Bíblia nos diz que Ele não teve por usurpação ser igual a Deus, mesmo sendo Deus. Não houve preparo para o seu nascimento para que nós um dia fôssemos preparados para a vida eterna.

A mensagem de Natal deste ano vai contra tudo o que a cristandade ocidental nos ensinou ao longo de dois mil anos de história. Não haverá as grandes ceias, o consumismo não será no mesmo ritmo que estávamos acostumados, não poderemos nos reunir para os grandes ajuntamentos, nem mesmo os cultos especiais de fim de ano são recomendados nesta época. Mas continua sendo uma maravilhosa data para repensarmos a nossa existência em Deus.

O espírito natalício precisa continuar despertando em nós o sentimento de solidariedade, de empatia e de preocupação com o próximo. Não poderemos estar juntos. Particularmente o Natal do imigrante aqui na América já é um pouco diferente daqueles que passamos no Brasil; a família é reduzida, os abraços já são poucos, o sentimento de isolamento e solidão são intensificados ao máximo em nós que deixamos amigos e parentes para trás. Mas isto não impede que possamos crescer em nossa espiritualidade e repensar a nossa vida. É tempo de novos hábitos, construir novas formas de manifestar o verdadeiro Cristianismo que habita em nós e dar verdadeiro significado às nossas vidas em tempo de pandemia.

O mundo mudou com o nascimento de Jesus, a humanidade começou a contar com uma perspectiva de salvação que não existia. Esta crise pandêmica não irá usurpar a nossa esperança. Natal é tempo de renovação, de alimentar a nossa perseverança, de continuar a lutar pelo nosso e pelo próximo. Como José, que provavelmente questionou o nascimento de seu filho naquela manjedoura, hoje nós podemos questionar o tipo de Natal que teremos. Que o Papai Noel seja virtual, mas que a nossa fé seja real; que a árvore de Natal não seja de pinheiro verdadeiro. Mas que os sentimentos nobres, despertados em nós, por causa do nascimento de Cristo, continue sendo verdadeiro e recíprocos.

O convidado indesejado deste ano pode impedir de termos as grandes ceias, mas não pode impedir de demonstrar o amor de Deus derramado em nossos corações. E lembre-se: o verdadeiro espírito de Natal não se encontra num consumismo exacerbado, que estávamos acostumados a viver, mas sim numa fé inabalável naquele que nasceu numa manjedoura, morreu numa cruz, mas se encontra vivo e assentado ao lado de Deus.



Pastor Marcos Muniz
Igreja Assembléia de Deus
Restaurando Vidas

Last Updated on Tuesday, 15 December 2020 20:36
 
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